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domingo, 28 de fevereiro de 2016

Try a new way...









Try

a new way...











"Quase todos nós somos escravos das palavras, que se tornaram desmedidamente importantes. As palavras são necessárias como meio de comunicação, mas para a maioria de nós, a palavra é a mente, e das palavras nos tornamos escravos. Enquanto não compreendermos esta profunda questão da verbalização e a importância da palavra, e enquanto formos servis às palavras, continuaremos a pensar mecanicamente, como computadores. 
O computador é a palavra e o problema. Sem o problema e a palavra, o computador não existiria, nenhum valor teria. Para a maioria dos entes humanos, também a palavra e o problema são de sobremaneira importantes. Assim sendo, cumpre examinar esta questão das palavras.






Não sei se estamos bem conscientes de quanto estamos escravizados à palavra, ao símbolo, à ideia. Nunca pomos em dúvida a importância da palavra. Empregamos o termo palavra, tendo em mente o símbolo, o processo de dar nome, com a sua extraordinária profundeza ou superficialidade, processo mediante o qual pensamos ter compreendido todo o significado da vida: Não parecemos perceber, nenhum de nós, a extensão em que a mente, todo o processo do nosso ser, está na dependência da palavra, do símbolo, do nome, do termo; e quer-me parecer que, enquanto formos escravos das palavras e nesse nível permanecermos, toda a nossa actividade, física e psicológica, será necessariamente superficial.

Muito se fala e se discute hoje em dia sobre a filosofia das palavras, e a construção de uma estrutura, um sistema de palavras. Penso que devemos estar bem conscientes desta questão e considerar o papel, superficial ou profundo, que ela tem na nossa vida; e devemos investigar, para descobrir se a mente pode em algum tempo libertar-se da palavra.

Ora bem: desejo examinar esta questão, porque a palavra, no meu sentir, é o passado, não é o presente activo. Num mundo como o actual, em que há tanta violência, tanto ódio e brutalidade, a palavra compaixão é quase sem significado. Todos estamos bem conscientes do que se está a passar no mundo; rivalidades, ambições e frustrações, enormes brutalidades, ódios e violências, resultantes do choque dos partidos políticos; a direita contra a esquerda, a esquerda contra a direita. Certas palavras são `destorcidas´ conforme as conveniências e perderam de todo o seu verdadeiro significado. Há violência em todos nós, consciente ou inconscientemente. Existe agressividade, o desejo de ser ou `vir a ser´ algo, o impulso para nos `expressarmos´ custe o que custar, para nos preenchermos sexualmente, nas relações sociais, no escrever, no pintar. Tudo isso são formas de violência.

Não sei em que profundidade cada um de nós está consciente de tudo, sem necessidade de demonstração. Há crueldade em espantosa escala, num mundo em que pequeno grupo de pessoas assume o controle absoluto de milhões de seres, dirigindo-lhes tiranicamente a vida, como acontece no Oriente e na Rússia. E não sei, tampouco, em que profundidade estamos conscientes da nossa própria crueldade, das nossas próprias e agressivas ambições, do nosso impulso para preencher-nos a todo o custo, de modo que uma palavra como compaixão pouco nos significa.







Se não ocorrer, como já disse, uma completa mudança, uma total mutação da consciência individual, qualquer sociedade alicerçada em impulsos aquisitivos e agressivos está fadada a tornar-se mais e mais cruel, mais e mais tirânica, mais e mais adepta dos valores materiais, significa isso que a mente se irá escravizar cada vez mais a esses valores. Não sei se estais conscientes disso. Provavelmente, a maioria de vós lê diariamente os jornais e, infelizmente, as pessoas se habituam com isso, a ler relatos de crueldades, assassínios, brutalidades. De tanto se lerem tais coisas, todos os dias, embota-se-nos a mente, e por conseguinte, com elas nos acostumamos. Nessas condições, desejo examinar ou apreciar nesta manhã a questão de como romper as camadas desse feio e estúpido condicionamento do ambiente, que tornou a mente escrava das palavras, e também escrava da estrutura social em que vivemos.

Como tenho tentado explicar, acho que a crise surgida no mundo não é económica, nem social, porém uma crise na mente, na consciência; e não pode haver solução para esta crise, a menos que se verifique uma mutação profunda, fundamental, em cada um de nós. Mas tal mutação só se tornará possível se compreendermos o inteiro processo da verbalização, ou seja, a estrutura psicológica da palavra. Por favor, não façais pouco caso disso, dizendo: `Só isso?´ Esta não é uma questão de que possamos desembaraçar- nos tão facilmente, porque a palavra, o símbolo e a ideia têm extraordinário domínio sobre a mente. Estamos a falar sobre a necessidade de produzir uma mutação na mente, e para tal requer-se a cessação da palavra. Ao ouvirdes pela primeira vez uma asserção desta natureza, desconhecereis talvez o seu significado, e direis: `Que disparate!´. Mas eu não vejo como a mente possa ser totalmente livre, enquanto não tivermos compreendido a influência da palavra, e isso significa que temos de compreender todo o processo do nosso pensar, visto que todo ele está baseado na palavra.

Notai, por favor, que isto não é uma palestra intelectual. Tenho horror à mente intelectual, urdidora de palavras sem muita significação. Sujeitastes-vos a muitos incómodos para virdes aqui, e seria bastante lamentável se não levásseis verdadeiramente a sério o que estamos a dizer. Por certo, devemos considerar este problema da palavra com toda a determinação e profundeza.

Ora, se removemos a palavra, que resta? A palavra representa o passado, não? As inumeráveis imagens, as camadas de experiência, estão todas baseadas na palavra, na ideia, na memória. Da memória provém o pensamento, e ao pensamento atribuímos importância desmedida; mas eu contesto decididamente esta importância. 
O pensamento não pode, em circunstância nenhuma, cultivar a compaixão. Não estou a empregar a palavra compaixão para designar o posto, a antítese do ódio ou da violência. Mas se cada um de nós não tiver um profundo sentimento de compaixão, tornar-nos-emos cada vez mais brutais e desumanos, uns para com os outros. Teremos mentes mecânicas, semelhantes a computadores, exercitadas unicamente para executar certas funções; continuaremos a buscar a segurança física e psicológica, e perderemos a extraordinária profundidade e beleza, o significado integral da vida. Falando de compaixão, não me refiro a uma coisa adquirível. Compaixão não é a palavra, mera coisa do passado, porém algo que está no presente activo; ela é o verbo, e não a palavra, o nome, ou substantivo. Há diferença entre o verbo e a palavra. O verbo é do presente activo, enquanto a palavra é sempre do passado, e por conseguinte, estática. Podeis dar vitalidade ou movimento ao nome, à palavra, mas isso não é o mesmo que o verbo, sempre activamente presente. Não estou, absolutamente, a empregar o termo `presente´ no sentido `existencialista´.




Em geral, vivemos num ambiente de agressão, violência, brutalidade, e como os que nos rodeiam, somos impelidos pela ambição, pelo impulso a preencher-nos. Qualquer talento que tenhamos, qualquer insignificante capacidade para pintar quadros, escrever poesias, etc., exige expressão, e desta fazemos uma coisa de enorme importância, por meio da qual esperamos conquistar glória ou renome. Em graus diferentes, tal é a vida de todos nós, com todas as suas satisfações, frustrações e desesperos.

Ora, a mutação deve verificar-se na própria semente do pensamento, e não nas expressões exteriores dessa semente; e isso só acontecerá se compreendermos o inteiro processo do pensamento, que é a palavra, a ideia. Tomai, por exemplo, uma palavra, Deus. A palavra Deus não é Deus; e só alcançaremos essa imensidade, essa coisa imensurável, qualquer que ela seja, quando já não existir a palavra, o símbolo, quando já não houver crença nem ideia, quando houver completa independência da segurança.

Referimo-nos, pois, a uma mutação que se deve operar na própria mente, na própria semente do pensamento. Como vimos ao examinarmos esta questão, o que chamamos pensamento é reacção, é a resposta da memória; a resposta do nosso fundo, do nosso condicionamento religioso e social. Ele (o pensamento) reflecte a influência do nosso ambiente, etc., etc. Enquanto não se extinguir aquela semente, não haverá mutação, e por conseguinte, não haverá compaixão. Compaixão não é sentimentalidade, não é aquela mole comiseração ou empatia que conhecemos. A compaixão não é cultivável pelo pensamento, pela disciplina, pelo controle, pela repressão, e tampouco por sermos amáveis, corteses, gentis, etc. A compaixão só começa a existir quando o pensamento deixou, radicalmente, de existir. Se estais a ouvir esta asserção pela primeira vez, ela poderá não ter significado para vós. Direis: `Como terminar o pensamento?´, ou `O que acontecerá à mente que for incapaz de pensar?` Fareis inúmeras perguntas. Mas já nos entendemos sobre este assunto; já o examinamos suficientemente, embora, talvez, sem entrarmos em minúcias.




O que desejo examinar é a questão relativa à observação do ego, do eu. Mas, primeiramente, precisamos compreender o que significa observar, para em seguida examinarmos o que significa esta palavra `eu´. Considerai a palavra observação. O que significa ela? Em regra, observarmos coisas mortas, coisas passadas, coisas acabadas. Nunca observamos uma coisa viva, em movimento, activa.

Por favor, enquanto falo, enquanto explico, não vos deixeis enredar na explicação, na palavra, porém observai a vós mesmos; notai como vós vedes, como vós observais. O que agora vai ser considerado é muito importante, e será muito difícil compreendê-lo, se se não compreender primeiramente a beleza da observação.

Em geral, observamos com o senso de concentração, isto é, de destacar a coisa observada da contextura da qual faz parte. 
Há (para nós) observador e coisa observada, e, por conseguinte, surge o conflito entre o observador e a coisa observada, a luta para eliminá-la ou modificá-la; ou, ainda, a pessoa se identifica com aquilo que foi observado, o que inevitavelmente acarretará outros problemas. Tal observação é meramente um processo de análise, a respeito do qual já falamos. É isso o que na generalidade fazemos; analisamos aquilo que observamos. Eu desejo saber, desejo compreender essa entidade extremamente complexa, essa consciência que sou eu próprio, e digo: `Observarei a mim mesmo´. E, fazendo-o, fico a olhar um único pensamento, separadamente do processo total do pensamento. Isso é como observar aquele rio recolhendo numa taça um pouco d’água, e olhá-la separadamente do movimento pleno, do fragor e da força da própria corrente. Para observarmos a corrente, devemos prestar atenção a cada onda que se forma, por mais insignificante que seja, prestar atenção à curva que descreve essa onda antes de quebrar-se na margem do rio; temos de mover-nos juntamente com aquelas águas extraordinariamente rápidas. Na observação, não há tempo para interpretarmos, não há tempo para dizermos que isto ou aquilo é errado, que isto é belo, e aquilo é feio, que isto deve ser e aquilo não deve ser. Não há censor, quando se observa uma coisa que se move, uma coisa tão vital como aquele rio, não pode de modo nenhum haver um censor, um juiz. Só há censor, juiz, quando separamos uma pequena porção da água do rio para a olharmos.

Assim, por favor, compreendei bem claramente que, no momento em que separamos uma coisa do contexto de que faz parte, a fim de observá-la, damos nascimento ao censor e, por conseguinte, apresenta-se o conflito, a palavra, todo o processo de verbalização, com o seu preenchimento e agonia da frustração. Vós vos separais da coisa que estais a observar, e depois, dizeis: `Estive a observar a mim mesmo e vi que sou isso, que sou aquilo outro, mas não tenho possibilidade de ir mais longe´. É óbvio que não, porquanto se trata das observações de um observador exterior, que se separou da corrente, do movimento, da celebridade do pensamento. Se isto não está claro, examiná-lo-emos no fim desta palestra.




Observar a si mesmo, sem conflito, é como seguir a corrente, antecipando-se às cataratas, antecipando-se aos movimentos de cada onda, por mais insignificante, vendo cada seixo que faz a onda quebrar-se. Isto não é teoria. Estou a apreciar a questão cientificamente, objectivamente; não me estou a fazer sentimental, nem a formular ideias ou hipóteses; estou a ser realista. 
Quando tiverdes apreendido realmente o profundo significado da observação, descobrireis que o próprio processo de observar, de ver, é o fim do conflito, porque se eliminou a separação entre o observador e a coisa observada; apagou-se completamente esta divisão, e por conseguinte, não estais a observar o pensamento como entidade separada. Vós sois esse pensamento, e não um pensador que observa o pensamento. Quando estais verdadeiramente a seguir algo que é muito vivo, muito rápido, algo que está em espantoso movimento, não tendes tempo para julgar, para avaliar, para condenar, ou para vos identificardes com essa coisa. Ela é tão dinamicamente vital, que não tendes tempo, e isto é importante, não tendes tempo para verbalizá-la, dar-lhe nome, aplicar-lhe um termo; tudo isso são funções separatistas.
Assim, se está compreendido isto, examinemos essa coisa complexa chamada ego, que é o `eu´, o campo da consciência. Estamos a tratar de descobrir se é exacto, e não apenas uma ideia minha ou vossa, que para se promover uma completa mutação, uma revolução total na consciência, o pensamento nenhuma interferência pode ter nisso.

O pensamento não é compaixão; seria totalmente absurdo pensar tal coisa. Não se pode cultivar a compaixão, tampouco o amor. Não importa o que façais, não podeis produzir amor com a mente, não podeis fabricá-lo com o pensamento. 
Ora, pode-se observar os movimentos tanto conscientes como inconscientes dessa entidade total chamada ego, tendo-se sempre em mente que o tempo não existe? 
Tempo é a palavra. No momento em que dizeis: `Isto é cólera´. `Isto é ciúme´, `Isto é mau´, já separastes a coisa de vós mesmos e estais a olhar para uma coisa morta; por conseguinte, não estais a observar a vós mesmos. E, se não conhecerdes a vós mesmos, tudo o que vos diz respeito, o vosso pensamento não tem razão de ser; em todo o movimento do pensamento, em toda a acção, estais meramente a funcionar às cegas, tal e qual uma máquina. 
A maioria de nós não pensa de maneira completa, porém fragmentadamente; o que pensamos num nível é contrariado noutro nível pelo nosso pensamento. Sentimos uma coisa num dado nível, e a negamos noutro nível, de modo que a nossa acção diária é também contraditória, fragmentária, e essa acção gera conflito, aflição, confusão.

Notai, por favor, que tudo isso são evidentes factos psicológicos e que para os compreenderdes não necessitais de ter um único livro de psicologia ou de filosofia, porque tendes o livro dentro de vós, o livro composto pelo homem através dos séculos.






Estamos pois, não apenas a tratar da acção mas também da compaixão; porque a acção encerra a compaixão. A compaixão não é uma certa coisa separada da acção, não é uma ideia à qual se ajusta a acção. Tende a bondade de olhar isso, de considerá-lo atentamente, porque, para a maioria de nós, a ideia é importante, e dela nasce a acção. Mas a ideia separada da acção gera conflito. 
A acção inclui a compaixão; não está apenas no nível tecnológico, ou no nível das relações entre marido e mulher ou entre o indivíduo e a comunidade, porém é um movimento total do nosso ser inteiro. Refiro-me à acção fragmentada. Quando houver observação, e por conseguinte, não houver observador, sendo observador a ideia, a palavra, e começardes a compreender toda essa complexidade chamada `ego´, `eu´, conhecereis então essa acção total e não a acção separatista, fragmentária, em que há conflito.

Não sei se estais a compreender.


Qual o significado do meu falar? Vós estais aí sentados, e eu a falar. Qual o significado disso? Eu não estou a falar para me preencher. Não é o meu `métier´, o meu ganha-pão. Por que, então, estou a falar? Por que estais a escutar, e o que é que estais a escutar? 
Vós e eu estamos a fazer juntos uma viagem, para descobrirmos o que é o facto, o que é a verdade; não uma ideia abstracta da verdade, uma palavra separada do facto, porém, o facto real. 
Vê-se o estado catastrófico em que está o mundo, e sente-se a necessidade de uma tremenda revolução, de completa mutação da mente, de modo que o ente humano seja um verdadeiro ente humano; um ente livre de problemas, livre do sofrimento, ente que viva uma existência plena, rica, completa, e não seja a criatura torturada, coagida, condicionada, que ora é. Eis por que falo, e espero que pela mesma razão me estejais a escutar.
Agora, o que significa observar, digamos, o movimento da ambição? Estou a dar para exemplo a ambição, como uma das coisas feias da nossa vida, ainda que alguns dentre vós a possam achar bela. O que significa observar a estrutura, a anatomia da ambição? (Não a palavra, porque a palavra não é a coisa). A palavra `árvore´ não é a árvore.

Podeis dizer: `Sim, com efeito´; mas psicologicamente, quando observamos em nós mesmos a ambição, imediatamente nos identificamos com esse estado, com essa palavra, e nela ficamos enredados. É fácil perceber que a palavra árvore não é a árvore; mas é outra questão muito diferente observardes em nós mesmos, sem a palavra, esse estado extraordinário chamado ambição. 
Esse estado é formado em vós, no vosso pensamento, no vosso próprio ser, pela sociedade, pelo ambiente em que viveis, pela vossa educação, pela Igreja, pelo agressivo esforço humano, através de séculos incontáveis, para realizar, avançar, matar, etc. 
E o importante é observar em vós mesmos esse estado, não só agora que dele estamos a falar, mas também observá-lo quando a caminho do escritório, quando ledes no jornal o elogio de um certo herói ou homem bem-sucedido. Se o observardes (esse estado) sem lhe dar nome, vereis que não é uma coisa estática, porém um movimento não identificado com a palavra, e por conseguinte, não identificado com o nome, com a vossa pessoa; e se o observardes com intensidade, com certa celeridade, transcendereis a ambição. Ela terá perdido a sua importância, e todavia, podereis estar totalmente em acção. Mas é dificílimo observarmos esse estado em nós mesmos, olharmos o pensamento sem o observador, sem o pensador que o observa.

A observação não exige nenhuma acumulação de conhecimento, ainda que o conhecimento seja obviamente necessário, num certo nível: o conhecimento do médico, o conhecimento do cientista, o conhecimento da História, de todos os factos passados. Afinal de contas, isto é conhecimento: estar informado sobre os acontecimentos passados. Não há conhecimento do amanhã; só podeis conjecturar a respeito do que poderá acontecer amanhã baseado no vosso conhecimento do passado. 




A mente que observa com o conhecimento é incapaz de acompanhar com rapidez a corrente do pensamento. Só pelo observar, sem o crivo do conhecimento, começareis a ver a estrutura total do vosso próprio pensar. 
E, nesse observar, que não significa condenar ou aceitar, porém simplesmente observar, vereis que o pensamento terminará. 
A casual observação de um pensamento não conduz a parte alguma. Mas, se observardes o processo do pensar, sem vos tornar um observador separado da coisa observada; se perceberdes o inteiro movimento do pensamento, sem aceitá-lo nem condená-lo, então essa própria observação dará fim imediato ao pensamento, e a mente, por conseguinte, se tornará compassiva, estará num estado de constante mutação."

Jiddu Krishnamurti
"O libertador da mente"




















"There is one mind common to all individual men. Every man is an inlet to the same and to all of the same. He that is once admitted to the right of reason is made a freeman of the whole estate. What Plato has thought, he may think; what a saint has felt, he may feel; what at any time has befallen any man, he can understand. Who hath access to this universal mind is a party to all that is or can be done, for this is the only and sovereign agent. Of the works of this mind history is the record. Its genius is illustrated by the entire series of days. Man is explicable by nothing less than all his history.
Without hurry, without rest, the human spirit goes forth from the beginning to embody every faculty, every thought, every emotion, which belongs to it, in appropriate events. But the thought is always prior to the fact; all the facts of history preexist in the mind as laws. Each law in turn is made by circumstances predominant, and the limits of nature give power to but one at a time. A man is the whole encyclopaedia of facts. The creation of a thousand forests is in one acorn, and Egypt, Greece, Rome, Gaul, Britain, America, lie folded already in the first man. Epoch after epoch, camp, kingdom, empire, republic, democracy, are merely the application of his manifold spirit to the manifold world.
This human mind wrote history, and this must read it. The Sphinx must solve her own riddle. If the whole of history is in one man, it is all to be explained from individual experience. There is a relation between the hours of our life and the centuries of time. As the air I breathe is drawn from the great repositories of nature, as the light on my book is yielded by a star a hundred millions of miles distant, as the poise of my body depends on the equilibrium of centrifugal and centripetal forces, so the hours should be instructed by the ages and the ages explained by the hours. Of the universal mind each individual man is one more incarnation. All its properties consist in him. Each new fact in his private experience flashes a light on what great bodies of men have done, and the crises of his life refer to national crises. Every revolution was first a thought in one man’s mind, and when the same thought occurs to another man, it is the key to that era. Every reform was once a private opinion, and when it shall be a private opinion again it will solve the problem of the age. The fact narrated must correspond to something in me to be credible or intelligible. "


Ralph Waldo Emerson
"Essays"













t.






































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