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segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Only KRONUS?














 Only KRONUS? 




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   Mitologia grega:   

No início, tudo era desordem, o universo estava imergido em trevas, pois o Caos, o único deus, que existia desde sempre, reinava sobre o nada, sozinho. 
Não se sabe ao certo se na GAIA mitologia assim o diz, mas um dia, parece que Caos cansou-se de ser um solitário, e decide criar o mundo.
Então, começou por criar Gaia, que pode ser considerada como a Mãe Terra, cheia de força vital. 
A seguir, foi criado Eros para ser a divindade do amor. 
Por fim, o deus Caos decidiu criar o Tártaro, que nada mais era do que uma espécie de localidade, mais precisamente, o inferno grego.
O reino do Tártaro localizava-se perto do centro da Terra, mas ficava muito longe da superfície, assim como a Terra é distante do céu. Para se ter uma ideia, uma bala de canhão, lançada da Terra, demoraria nada mais do que nove dias completos para atingir o chão do Tártaro. 
No coração tartárico, existe o palácio da Noite que é envolvido por nuvens negras e é onde a Noite fica durante o dia. 
Depois de algum tempo, Gaia criou Urano, que viria a ser a representação do céu e que seria também o amante de Gaia.
No entanto, Caos, Gaia, Tártaro e Eros eram como forças da natureza que estavam misturadas entre si, sem que houvesse um espaço certo para cada uma delas, e daí surgiu o espaço-tempo.
Urano, então, tem diversos filhos com Gaia, as mulheres eram as Titânidas e os homens os Titãs, sendo que o mais importante deles era Cronos. Todos tinham uma força descomunal e sobre-humana e uma beleza incrível. Como nasceram entre Tártaro e as profundidades de Gaia, os Titãs eram tidos como amedrontadores, violentos e sempre fascinantes.
Como estes, nasceram de Urano e Gaia, três Ciclopes que eram iguais aos titãs, mas que tinham apenas um olho no meio da testa e que possuíam domínios sobre os elementos que seriam a origem dos poderes de Zeus: o raio, o relâmpago e o trovão.
O facto é que Urano não gosta de nenhum dos seus filhos, e isso porque teme que um deles fique não só com o seu lugar de soberano, mas também com Gaia. Por isso, Urano lacra-os nas profundezas do Tártaro, no ventre de Gaia, e isso faz com que os seus filhos e até mesmo Gaia planeiem se vingar dele, pois Gaia não aguentava mais ter tantos filhos dentro de si.
Cronos, então propõe que a sua mãe fizesse um podão, uma espécie de tesoura, que seria usada para cortar a genitália do pai. 
O plano é posto em prática e depois que Cronos corta Urano, o sangue do seu pai se espalha pelo mundo e dá origem a diversas divindades.
As primeiras foram Aleto, Tisífone e Megera, que representam o ódio, a vingança e a discórdia, mas por incrível que pareça, na mitologia estas possuem até um bom papel, pois vingavam os crimes familiares e aqueles cometidos contra a hospitalidade, entre outros.  
Depois, nasceu a deusa Afrodite, personificação da beleza e do amor, mas que é capaz de tudo para impressionar a pessoa que deseja, inclusive mentir. Nasceram ainda muitas criaturas temíveis, como os gigantes.
Por causa do crime cometido e da dor sentida, Urano separa-se de Gaia e dá lugar ao espaço, e com isso, os seus filhos podem crescer e se desenvolver, facto que faz o tempo começar a rodar. Cronos toma noção de que o tempo pode mudar uma situação, e por isso decide, ao tomar o lugar de poder do pai, que a história não deveria ser mudada, mas sim destruída. 
Isso faz com que Cronos faça quase a mesma coisa que Urano fez com os seus filhos, e decide matar a sua própria prole, comendo-os.
Só que felizmente, um deles consegue sobreviver: ZEUS!

Fonte: Adaptado in Grimal, Pierre.(1988)."A Mitologia Grega". Publicações Europa América, Mem Martins.









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|           A morte não é nada para nós           | 
      
Habitua-te a pensar que a morte não é nada para nós, pois que o bem e o mal só existem na sensação. 
Donde se segue que um conhecimento exacto do facto de a morte não ser nada para nós permite-nos usufruir esta vida mortal, evitando que lhe atribuamos uma ideia de duração eterna e poupando-nos o pesar da imortalidade. 
Pois nada há de temível na vida para quem compreendeu nada haver de temível no facto de não viver. 
É pois, tolo quem afirma temer a morte, não porque a sua vinda seja temível, mas porque é temível esperá-la.
Tolice afligir-se com a espera da morte, pois trata-se de algo que, uma vez vindo, não causa mal. 
Assim, o mais espantoso de todos os males, a morte, não é nada para nós, pois enquanto vivemos, ela não existe, e quando chega, não existimos mais.
Não há morte, então, nem para os vivos nem para os mortos, porquanto para uns não existe, e os outros não existem mais. 
Mas o vulgo, ou a teme como o pior dos males, ou a deseja como termo para os males da vida. 
O sábio não teme a morte, a vida não lhe é nenhum fardo, nem ele crê que seja um mal não mais existir.
Assim como não é a abundância dos manjares, mas a sua qualidade, que nos delicia, assim também não é a longa duração da vida, mas o seu encanto, que nos apraz. 
Quanto aos que aconselham os jovens a viverem bem, e os velhos a bem morrerem, são uns ingénuos, não apenas porque a vida tem encanto mesmo para os velhos, como porque o cuidado de viver bem e o de bem morrer constituem um único e mesmo cuidado.

Epicuro
"A conduta na vida"




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 TITO COLAÇO 

   XXIX ___ IX ___ MMXIV   















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