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segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Fear and hope...








Fear and hope...



 



 Sem medo
nem  esperança 



Li no nosso Hecatão que pôr termo aos desejos é proveitoso como remédio aos nossos temores.Diz ele: “deixarás de ter medo quando deixares de ter esperança”.
Perguntarás tu como é possível conciliar duas coisas tão diversas.
Mas é assim mesmo, amigo Lucílio: embora pareçam dissociadas, elas estão interligadas.
Assim como uma mesma cadeia acorrenta o guarda e o prisioneiro, assim aquelas, embora parecendo dissemelhantes, caminham lado a lado: à esperança segue-se sempre o medo.
Nem é de admirar que assim seja: ambos caracterizam um espírito hesitante, preocupado na expectativa do futuro.
A causa principal de ambos é que não nos ligamos ao momento presente, antes dirigimos o nosso pensamento para um momento distante e assim é que a capacidade de prever, o melhor bem da condição humana, se vem a transformar num mal. As feras fogem aos perigos que vêem mas assim que fugiram recobram a segurança.
Nós tanto nos torturamos com o futuro como com o passado.
Muitos dos nossos bens acabam por ser nocivos: a memória reactualiza a tortura do medo, a previsão antecipa-a, apenas com o presente ninguém pode ser infeliz!



    Séneca    
   “Cartas a Lucílio”   






There was a thing...
A thing that people called their war.
There was a time...
A time I can remember no more.
There was a man...
A man who people called their son.
There was a fight...
A battle that could never be won.

And so close your eyes,
Get on your knees,
Say your last words then pray for peace.
How we're still alive?
How could we survive?

It's fine so far,
Far below zero.
It's fine so far,
Far below zero.
And it's freezing cold.

There was a time...
Falling to a wild fate.
Innocent life...
Left all alone to his faith.
There was a man...
A thing that people called their love.
In the sky...
A battle way from awful above.

And so close your eyes,
Get on your knees,
Say your last words then pray for peace.
How we're still alive?
Could we survive?


Silver
“Far below zero”


























 TITO COLAÇO 

 XVII _ XI MMXIV 


















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