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quinta-feira, 24 de março de 2016

Greatness is anonymity...















"Man is not by any means of fixed and enduring form (this, in spite of suspicions to the contrary on the part of their wise men, was the ideal of the ancients). 
He is nothing else than the narrow and perilous bridge between nature and spirit. His innermost destiny drives him on to the spirit and to God. 
His innermost longing draws him back to nature, the mother. Between the two forces his life hangs tremulous and irresolute." 




Hermann Hesse
"Steppenwolf"






"What does it mean to die? To give up everything. Death cuts you off with a very, very, very sharp razor from your attachments, from your gods, from your superstitions, from your desire for comfort next life and so on. 

I am going to find out what death means because it is as important as living. So how can I find out, actually, not theoretically, what it means to die? I actually want to find out, as you want to find out. 
I am speaking for you, so don't go to sleep. What does it mean to die? Put that question to yourself. 

While we are young, or when we are very old, this question is always there. It means to be totally free, to be totally unattached to everything that man has put together, or what you have put together totally free. 

No attachments, no gods, no future, no past. You don't see the beauty of it, the greatness of it, the extraordinary strength of it while living to be dying. You understand what that means? While you are living, every moment you are dying, so that throughout life you are not attached to anything. That is what death means."


Jiddu Krishnamurti
"The Future is Now"









Greatness
is 
anonymity...




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"Greatness is anonymity, to be anonymous is the greatest thing. The great cathedral, the great things of life, great sculpture, must be anonymous.
They do not belong to any particular person, like truth. 

Truth does not belong to you or to me, it is totally impersonal and anonymous; if you say you have got truth, then you are not anonymous, you are far more important than truth. But an anonymous person may never be great. Probably he will never be great, because he does not want to be great, great in the sense of the world or even inwardly because he is nobody. He has no followers. He has no shrine, he does not puff himself up. 

But most of us unfortunately want to puff ourselves up, we want to be great, we want to be known, we want to have success. Success leads to fame, but that is an empty thing, is it not? It is like ashes. 

Every politician is known and it is his business to be known and therefore he is not great. Greatness is to be unknown, inwardly and outwardly to be as nothing; and that requires great penetration, great understanding, great affection."


Jiddu Krishnamurti
"Collected Works"




















"Se não viveis intensamente, completamente, plenamente num mundo desta espécie, onde se encontra toda a espécie de propaganda, de influência, de pressão, de controle, de falsos valores, vos acostumareis com tudo e isso vos embotará a mente, o espírito. E para se ter energia, não deve haver medo; o que significa que nada absolutamente se deve exigir da vida. Não sei se podeis chegar tão longe: nada exigir da vida.

Há dias falamos sobre a `necessidade´. Temos necessidade de certos confortos físicos, de alimento, de morada; mas fazer exigências psicológicas à vida significa mendigar, ter medo. Há necessidade de intensa energia para se estar só. Compreender isso não é questão de reflectir a seu respeito. 

Só há compreensão quando não há escolha, julgamento, porém, apenas, observação. 




Morrer cada dia significa não transportar de ontem para hoje todas as vossas ambições, os vossos pesares, as vossas lembranças de preenchimento, as vossas mágoas, os vossos ódios. A maioria de nós definha, mas isso não é morrer. Morrer é conhecer o amor. O amor não tem continuidade, não tem amanhã. O retrato de uma pessoa na parede, a sua imagem na vossa mente, isso não é amor, é só memória. Assim como o amor é o desconhecido, assim também a morte é o desconhecido. E para ingressarmos no desconhecido, que é a morte e o amor, precisamos, primeiramente, morrer para o conhecido. Só então a mente está nova, jovem, `inocente´; e nela não existe a morte.

Se vos observardes, assim como vos mirais num espelho, vereis que nada mais sois que um feixe de lembranças, não é verdade? 
E todas essas lembranças pertencem ao passado; são coisas passadas e acabadas, não é mesmo? Assim, não se pode morrer para tudo isso, instantaneamente? Tal é possível, mas exige muita investigação de si mesmo, percebimento de cada pensamento, cada gesto, cada palavra, para que não haja acumulação. Por certo, isso se pode fazer. 

Pode-se então saber o que significa morrer todos os dias; e talvez saibamos então o que é amar todos os dias, e não, conhecer o amor apenas como lembrança. Tudo o que agora conhecemos é só fumo: o fumo do apego, do ciúme, da inveja, da ambição, da avidez, etc. Não conhecemos a chama que está a arder por trás da fumaça. Mas, se pudermos dissipar completamente o fumo, descobriremos então que viver e morrer são a mesma coisa, não teoricamente, mas de facto. Afinal de contas, tudo o que continua, que não chega a um fim, não é criador. O que tem continuidade nunca pode ser novo. Só na destruição da continuidade encontra-se o novo. Não me estou a referir à destruição social ou económica, que é muito superficial. E se penetrardes isso bem fundo, não apenas no nível consciente, mas ainda nas profundezas existentes além dos limites do tempo, além da consciência, a qual está sempre contida na estrutura do pensamento, descobrireis então que morrer é uma coisa extraordinária. O morrer é, então, criação. Não é criação escrever poemas, pintar quadros, inventar novidades mecânicas. 
A criação só pode vir depois de morrermos para todas as técnicas, todo o saber, todas as palavras.





A morte, pois, como a concebemos, é medo. E quando não existe medo, porque estamos a acolher a morte a cada minuto, então cada minuto é uma coisa nova; ele é novo porque, interiormente, `o velho´ foi destruído. E para destruir não deve haver medo, porém, tão só, o sentimento de completa solidão; a possibilidade de estar completamente só, sem Deus, sem família, sem nome, sem tempo. Mas isso não significa desespero. A morte não é desespero. Pelo contrário, ela é viver cada minuto completamente, totalmente, sem as limitações do pensamento. Descobre-se então que a vida é morte, e que a morte é criação e amor. A morte, que é destruição, é criação e amor; essas três coisas estão sempre juntas, são inseparáveis. Ao artista só preocupa a expressão, coisa muito superficial, e ele não é criador. A criação não é expressão, transcende o pensamento e o sentimento, é livre da técnica, livre da palavra e da cor. E essa criação é amor.







Pergunta: Como poderão viver as futuras gerações, se o indivíduo morrer a cada minuto?

J. Krishnamurti: Parece-me, se permitis dizê-lo, que entendestes mal. Preocupa-vos realmente o que irá acontecer às gerações vindouras? O amor é incompatível com o gerar filhos? Sabeis o que significa amar realmente alguém? Não me refiro à concupiscência. Nem à identificação completa, de um com outro, em que a pessoa se sente arrebatada, enlevada. Isso é relativamente fácil quando somos impelidos pela emoção. Não é disso que estou a falar. Refiro-me àquela chama que existe quando vós e o outro finais completamente. Mas parece que muito poucos de vós tendes conhecido esse estado; muito poucos de vós tendes findado, ainda que por um momento. Se sabeis realmente o que isso significa, não há questão nenhuma relativa às gerações futuras. Em verdade, se as ulteriores gerações vos preocupassem realmente, teríeis escolas diferentes, uma espécie de educação completamente diversa, sem emulação e sem todas as outras coisas que tolhem.

Pergunta: Se, enquanto vivemos, não sabemos o que é a Verdade, como poderemos sabê-lo depois de mortos?
J. Krishnamurti: Senhor, o que é a Verdade? A Verdade não é uma coisa que vos foi descrita pela Igreja, pelo sacerdote, pelo vizinho, ou por um livro; não é uma ideia ou uma crença. É algo vital, novo; vós tendes de descobri-la; ela está para a descobrirdes. E para a descobrirdes deveis morrer para as coisas que já conheceis. Para verdes uma coisa com muita clareza, verdes o campo, a flor, outra pessoa, sem interpretação, deveis morrer para a palavra, para as lembranças da pessoa. Sabereis então o que é a Verdade. A verdade não é uma coisa remota, algo misterioso que só poderá ser descoberto quando estivermos fisicamente mortos, no céu ou no inferno. Se deveras sentísseis fome, não poderíeis satisfazer-vos com explicações sobre a comida. Desejaríeis alimento, e não a palavra `comida´. Do mesmo modo, se desejais descobrir a verdade, então a palavra, o símbolo, as explicações são meras cinzas, sem nenhum significado.

Pergunta: Percebo que a pessoa precisa estar livre do medo para possuir essa energia; entretanto, a certos respeitos, o medo me parece necessário. Como sair deste círculo vicioso?

J. Krishnamurti: Ora, uma certa porção de medo físico é necessária, pois, de contrário, poderíamos acabar sob um carro. Em certo grau, a auto-protecção instintiva é necessária. Mas, além desse ponto, não deve haver temor de espécie alguma. Não estou a empregar a palavra `deve´ como uma ordem, mas porque é inevitável o seu emprego. Parecemos não perceber a importância, a necessidade de nos libertarmos interiormente do medo. A mente que teme não pode marchar, para descobrir, em direcção alguma. E a razão por que não percebemos isso é o termos erguido tantas muralhas de segurança em torno de nós e temermos o que poderá acontecer se essas garantias, essas defesas forem destruídas. Dizemos: `O que me acontecerá se nenhuma defesa tenho contra a minha mulher, o meu marido, o meu vizinho, o meu patrão?´. Pode não acontecer nada, ou pode acontecer tudo. Para se descobrir a verdade a esse respeito, é preciso estar-se livre da resistência, do medo.

Pergunta: Quando vos estamos a ouvir, talvez estejamos a viver nesse estado, mas por que não vivemos nele sempre?

J. Krishnamurti: Vós me estais a escutar porque sou perseverante; porque sou enérgico e gosto disso de que estou a falar, não é verdade? Não é, apenas, que eu goste de falar a um auditório, pois isso nenhuma importância tem para mim. Descobrir o que significa `viver com a morte´ é amar a morte, compreendê-la, penetrá-la completamente, totalmente, a cada minuto do dia. Assim, vós me estais a escutar, porque vos estou a forçar a observardes a vós mesmos. Mas, depois, vos esquecereis de tudo. Retornareis à velha rotina e direis: `Como poderei sair desta rotina?´. Assim, é realmente muito melhor não escutar nada do que criar outro problema sobre como continuar noutro estado. Vós tendes bastantes problemas: guerras, os vizinhos, os maridos, esposas, filhos, as vossas ambições. Não lhes acrescenteis mais um. Ou deveis morrer completamente, conhecendo a necessidade, a importância, a urgência disso; ou podeis continuar do mesmo modo. Não crieis mais uma contradição, mais um problema.

Pergunta: E que dizeis da morte física?

J. Krishnamurti: Toda a máquina não se gasta? Um maquinismo, ainda que precisamente ajustado, ainda o melhor lubrificado, não deixa de se desgastar. Alimentar-se correctamente, fazer exercícios, tomar medicamentos adequados, o homem poderá viver cento e cinquenta anos; mas a máquina acaba por se tornar imprestável, e tereis de enfrentar então este problema da morte. Tendes o problema no começo, e tendes o problema no fim. Portanto, é muito mais judicioso, mais sensato, mais racional resolver o problema agora e ficar livre dele de uma vez.

Pergunta: O que devemos responder à criança que faz perguntas sobre a morte?

J. Krishnamurti: Só podeis responder à criança se vós mesmos souberdes o que é a morte. Só podeis dizer à criança que o fogo queima, porque já vos queimastes, vós mesmos. Mas não podeis dizer à criança o que é o amor, ou o que é a morte, podeis? Tampouco podeis dizer-Ihe o que é Deus. Se sois católico, cristão, cheio de crenças e dogmas, respondereis de acordo com isso; mas isso é puramente o vosso condicionamento. Se, interiormente, vós mesmos tiverdes entrado na `mansão da morte´, sabereis então realmente o que dizer à criança. Mas, se nunca experimentastes o que significa morrer, verdadeiramente, interiormente, então qualquer resposta que derdes à criança não terá validade alguma; será apenas um amontoado de palavras."


Jiddu Krishnamurti
"O passo decisivo"














Miles away
City lights are sparkling in the summer night
The wind carries the noise of their life to me
A quiet, distant choir of prayers, dreams and hopes
Entrusted to the night’s care while I’m miles away
Feeling disconnected from what’s left behind
Pretending to be stronger

Ran away
Didn’t want to break you but what’s left to say?
Every time I lied but I dug a hole
Where I used to hide, but just can’t anymore

Went away
I walked through the crowd but still felt alone
Each one seemed so focused on his inner self
Like a quiet whisper in a screaming world
Buried by indifference but I

Ran away
Didn’t want to break you but what’s left to say?
Every time I lied

Now it’s time
I’m gonna leave, there’s nothing that can stop me now
Now it’s time
My sweet oblivion, shut the door, throw away the key

Flying
Dying
Back to fear land
Reborn again
If only I could be me
The real me
So many miles away


Ran away
Didn’t want to break you but what’s left to say?
Every time I lied but I dug a hole
Where I used to hide, but just can’t anymore
Pretending to be stronger

Now it’s time
I’m gonna leave, there’s nothing that can stop me now
Now it’s time
My sweet oblivion, shut the door, throw away the key









"A man who strives after great things, looks upon every one whom he encounters on his way either as a means of advance, or a delay and hindrance, or as a temporary resting-place. 

His peculiar lofty bounty to his fellow-men is only possible when he attains his elevation and dominates. Impatience, and the consciousness of being always condemned to comedy up to that time, for even strife is a comedy, and conceals the end, as every means does, spoil all intercourse for him; this kind of man is acquainted with solitude, and what is most poisonous in it."



Friedrich Nietzsche
"Beyond Good and Evil"













t.






































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